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Confusões de Adolescente

Someone that wants to be happy, but just believe in happiness when it shared!

2 meses de Corunha, 2 meses de Erasmus

Faltam dois meses para ir para casa! Sim, as saudades de casa, começam a apertar, já!

Dois meses de Corunha, means que estamos a meio da nossa viagem. E a meio da nossa viagem que tenho eu para contar?

Casa: Well, tivemos azar com a casa e isso não há como negar. É perto do hospital, dos supermercados, tem vista para o mar, tem um parque perto and all that. Mas os colegas de casa são horrorosos. Desaparecem-nos coisas (comida), levam 50 anos para pagar a internet que instalamos nós, não tiram o lixo (para o qual eu criei um esquema de cada semana leva um) ou limpam zonas comuns. Vi a minha colega de casa limpar a sala (que só ela usa), o seu quarto e a cozinha este fim de semana, pela primeira vez, desde que cheguei e as nossas apostas são que isto aconteceu desde que nos pareceu que a casa foi visitada (ainda resta um quarto livre) e estava tudo um nojo. O colega de casa? Nunca o vi limpar nada.

Hospital/trabalho/estágio: Corre de forma tranquila, agora vai apertar com trabalhos, que já se entregou um que se apresenta amanhã (Wish me luck!!!), há mais um para fazer e apresentar e um Portfolio para fazer até 15 de maio. O meu email da universidade foi hackeado por assim dizer e foi uma aflição só, para o fazer funcionar novamente. Há dias melhores, outros nem tanto, é tudo assim na vida e na vida do trabalho. Porque como me disseram esta semana: Todos temos dias, todos temos de trabalhar com pessoas que nos são estranhas ou não gostamos. Mas o facto é que trabalho muito bem com a maioria. A enfermeira chefe é uma figura que passa a vida a gozar comigo e a maioria diz que eu tenho de sair daqui com 10. (O 20 deles.)
Estes dois meses também marcam o primeiro turno da noite de 10h e... o primeiro falecimento, infelizmente. Aguentei a noite melhor do que esperava, mantive-me ocupada e nem fiquei a desesperar por uma cama, mas claro são 10h de trabalho. Experienciei um pouco de tudo, vómitos, desorientações, admissões a meio da noite e a primeira experiência com a morte, o que surpreendentemente também o levei melhor do que estava à espera, se é que se pode dizer isso, mas não me desmanchei em lágrimas ou tive medo ou algo do género... só consigo pensar numa quote para o descrever: "Death is peaceful... Easy. Life  is harder."

Vida: Welp, eu tentei sair, pela altura do carnaval e não é nada do outro mundo tho, as músicas são estranhas. Não ouvi tanta espanholada quanto estava à espera.
Temos inovado nas comidas, já houve lasanha, almondegas, pastéis e coisas que tais e a nossa tradição dos fins de semana são panquecas. Já sabemos caminhos e atalhos que nos ajudam mais que o Maps. Nos tempos livres fazemos empreitadas até Mac's, praias, geladarias... Ou mais de 5km de passeio marítimo, só porque sim.
A praia aqui é... diferente. Não cheira a mar, o mar é revoltoso, a areia é branca e em algumas praias extremamente "rochosa." Mas é mar. E mar é... mar.  é quase casa, apesar de não ser.
Já nos habituamos às gaivotas que voam extremamente baixo e perto. E a que as pessoas dão uma importância imensa aos animais de estimação, não há pessoa que não tenha um ou dois cães pela trela, por aqui.
Tempo: Sim, faz frio, os 20ºC daqui não têm nada a ver com os 20ºC de casa, há sempre um fresquito, e o tempo é de fases, há semanas em que nem vês um raio de sol, outras em que em 6 dias não vês uma nuvem no céu (estamos numa destas fases agora e espero que dure e dure e dure...). Chegamos a levar 3 dias para secar roupa, mesmo que não chova, pelo frio húmido daqui. 

1 mês de CHUAC

14 de Março: 1 mês de Complexo Hospitalario Universitario A Coruña.

Vamos começar pelo princípio, é um hospital gigante, se eu me perco no HDES, nem queria pensar aqui! Depois há partes antigas e partes novas e eu já previa bastantes episódios de desorientação. Mas so far, apenas um ou dois e não graves.

Os elevadores: Eu trabalho na parte nova e há elevadores só para os profissionais de saúde. Eu odeio elevadores e nunca os uso no HDES. Mas eu trabalho no piso 9. E não, excepto uma vez que por o elevador estar avariado que fiz e quase morri, não vou subir 10 pisos de escadas (eu visto-me no -1). Mas há aventuras para contar, a vez que fiquei fechada num, mais outra miúda e comecei a entrar em pânico, ou quando grito dentro dos elevadores velhos porque eles abanam por todos os lados e as portas quase abrem em andamento. Tem sido uma aventura todos os dias.

A equipa: A verdade é que quando cheguei fiquei assustada, a enfermeira chefe (quem dá a nota) tem cara de poucos amigos e pensei logo "I'm fucked". Mas é só aparência. Recebeu-me super bem, entregou-me a uma enfermeira que "será uma boa professora". Todas elas são. Excepto um ou outro que nos dizem que não são pagos para ensinar ou algo assim (mas isso há em todos os lados). Para muitas delas passei a ser a "Caro", e têm todas um cuidado imenso comigo, até as assistentes operacionais. Perguntam por mim todos os dias, como me sinto. Perguntam muito porquê a Coruña e pela minha casa. 

Os doentes: No início era a portuguesinha, eles percebiam logo que o meu espanhol/galego/ whatever não era lá aquelas coisas, hoje praticamente ninguém me pergunta isso. Espero que seja por ter melhorado e quando perguntam é pelo acento. São uns queridos, perguntam por ti, deixam sempre algo para nós na saída, para eles sou a "reina", "sol", "guapa" e o meu favorito "guapetona". Os que estão lá há mais tempo lembram-se de ti, estranham-te no fim de semana, perguntam se vais a casa nos fins de semana e férias.

O trabalho: Ora bem, eu trabalho em semanas alternadas, uma de manhã, outra de tarde, pelo meio haverão duas semanas em que vou fazer noite. Num serviço de medicina interna. Descobri que gosto mais das tardes e o facto é que tenho medo das noites que virão. As coisas fazem-se de forma diferente, para mim a mais estranha é o uso de Betadine em tudo, mas também não damos banhos e fazemos Electrocardiogramas. É um ajuste aos protocolos de um novo hospital. 

A escola: Como já aconteceu anteriormente a supervisora pus baixa e mudei. Tenho um trabalho (já entregue) a sua respectiva apresentação, um estudo de caso+apresentação e um portfolio. É coisinha para dar dor de cabeça? É sim senhor, pelas datas e pelo espanhol.  

O dia de hoje faz sentido

Celebrei o dia da Mulher com posts no Instagram sobre "Inspirational Women", as minhas, a minha mãe, a minha amiga-irmã e a minha companheira de casa, de aventuras, de curso e de tudo o que se possa imaginar. 

Por postar ficou a M. e a L. duas grandes mulheres que sem dúvida fazem parte da minha lista de Inspirational Women, mandei-lhes mensagem, em vez de postar.

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e ao contrário do que seria de esperar faz cada vez mais sentido que exista, porque ainda há tanto porque lutar. Porque ainda há tantas diferenças. E porque ainda enfrentamos dificuldades que não devíamos. 

Temos de ser cada vez mais fortes, pela sociedade que não nos entende, pelos cabrões que nos matam e espancam, pela economia que não nos respeita, pelo Mundo que nos faz ser tão duras. Hoje foquei-me nas minhas mulheres que à sua maneira, me inspiram. Por uma ou por outras razões. Por se matarem a trabalhar, por criarem filhos sozinhas, por escaparem ou ficarem em situações-limite, por serem quem são, puras de coração, mesmo quando a vida foi uma filha da puta para com elas.

A elas, a mim, a vós e a todas as outras. Feliz dia da mulher.

Resultado de imaxes para dia da mulher

Santiago de Compostela e Pontevedra

Carnaval foi sinónimo de reencontros e de viagens.

Sábado (02/03) rumei a Pontevedra onde me encontrei com o "novio" que fez o caminho a partir de Aveiro já eu fui de autocarro com a Monbus, que me custou 9.60€. Em Pontevedra andámos cerca de 15 minutos desde a Estação de Autocarros até ao nosso Airbnb. Que ficava mesmo no centro, super acolhedor e super mega limpo.

Para almoçar fomos a um Burguer King, há que notar que eles têm menus enormes e um normal é considerado de criança - foi o que eu comi e paguei uns míseros 3.90€ (é pouco para Espanha).

Ao longo da tarde passeamos pela cidade velha e apaixonei-me pelas ruas típicas. Pelos recantos e todos os lugares escondidos daquela cidade. Parámos para tomar um cafezinho no meio da cidade que nos custou os olhos da cara e era "pura água deslavada", é assim, por norma, o café em Espanha. O espírito da cidade estava contagiante com todas as pessoas disfarçadas, com as crianças e os cães passeando e aproveitando o sol. Vimos também parte de um desfile que tentou ser uma imitação barata de um Carnaval do Rio. Fomos a um supermercado comprar suprimentos para o dia seguinte e fomos descansar. Ao jantar a cidade continuava vibrante e cheia de vida, jantámos num pequeno restaurante numa das ruelas típicas e bonitas da cidade (inserir nome, porque obviamente me esqueci) onde pedimos tapas e me apaixonei por uma espécie de salsichas mega temperadas, muita boas, solomillo e a famosa tortilha, que não me caiu no goto para ser honesta, passeamos pela cidade, ainda tentamos ir aos bares mas ou era tudo muito mais velho ou uma fila enorme para uma festa adolescente. Por isso decidimos rumar ao quarto que no dia seguinte nos esperava outra viagem. 

Ás 11:30h do dia seguinte rumamos a Santiago de Compostela, de autocarro novamente com a Monbus que nos custou 5€, onde tivemos, acima de tudo, azar com o tempo. Que percebi mais tarde é bem típico da cidade. Aí "penamos" um bocado para chegar à pensão que ficava mesmo no centro e estávamos carregados com as mochilas. E como estava ventoso e a chover foi um bocadinho mau, vimos a praça do obradoiro, a Catedral, as ruas mais típicas e centrais, visitamos o Museu, e às 17h desistimos e fomos para a pensão esperar que o dilúvio passasse. Saímos para jantar, novamente tapas, desta vez, no Mesón 42, com chouriço, ovo, batatas, carne, pão e o que mais Deus quis. Passeamos um pouco, comprei os souvenirs que não comprei em Pontevedra e no dia seguinte voltamos à Corunha a meio da tarde, porque aproveitamos para passear um pouco, o que não tínhamos passeado no dia anterior, embora com as mochilas se tornasse um pouco difícil. Pelo caminho passámos numa pastelaria, para tomar o pequeno-almoço. E por fim, voltamos de autocarro a Corunha.

Em rescaldo, correu bem, e excepto o mau tempo, serviu para espairecer e aproveitar tempo a dois. Revigorante é, sem dúvida, a palavra que descreve este final de semana.

1 mês de Erasmus

1 mês na Corunha.

Cheguei à Corunha há 1 mês atrás. E penso que tudo o que podia dar errado, deu. Todos os problemas que podiam existir com a casa, existiram. O forno não funcionava, só havia um tacho, tínhamos de pagar as garrafas de gás, não se usava aquecimento e não havia roupa de cama suficiente, não havia lâmpadas... enfim...

Fomos à Universidade e a coordenadora Erasmus estava de baixa. Ou seja nada feito.

Andámos uns dias às aranhas. Aproveitamos para passear e conhecer a Corunha que se revelou mais pequena do que esperávamos, mas ao menos tínhamos o mar e a vista para o mar todos os dias. E a verdade, é que acaba por ter uns recantos de encantar. E umas pastelarias que... Meu. Deus. O melhor da Corunha, além da vista para o mar, são as pastelarias.

Entre ir e não ir, lá conseguimos assinar os papéis todos, ir às aulas introdutórias, apresentações. E  em meio a muita confusão, papéis, emails, visitas ao hospital, muito andar a pé, lá começamos a trabalhar no hospital. Os turnos são alternados, uma semana fazemos manhã e outra tarde. E acabamos por descobrir que gostamos mais das tardes. Mas sobre o hospital vou deixar para outro post.

Entretanto arranjámos uma companheira de casa que agia um pouco como mãe, começou a aparecer o endredão, dois tachos, as lâmpadas foram parcialmente resolvidas e o forno eventualmente também voltou a funcionar. E fez-nos torta frita a coisa mais parecida com malassadas que temos. Que também as tentamos fazer, mas não saiu grande espingarda. Ponto negativo, ela vai-se embora no final do mês. #sad

Sentimos muita falta da comida. Do tempero de casa. Nada nos sabe igual, as carnes são muito diferentes. E não há chouriço que seja de jeito. 

Aos poucos as coisas foram indo ao lugar. Não foi uma desilusão, mas foi diferente do que estávamos à espera. 

Oscars 2019: Os em BOM

Também houve uma coisinha que se aproveitasse por ali.

Tina Fey - Vera Wang. E provavelmente o meu favorito da noite, A minha justificação? É este azul.

Ashley Graham - Zac Posen. Tão simples e mesmo assim tão bonita.

Allison Janney - Pamella Roland. Sobre o tópico, reinas, é assim que se faz, aprendam.

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Por fim, mas na mesma categoria de Reinas, aprendam como é que se faz: Regina King - Oscar de la Renta

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Oscars 2019: Os fofis

Entre tanto rosa, havia uns que NÃO eram rosa e eram fofis como só eles.

Constance Wu - Versace, amarelo, não é bem aquela cor, mas fofi, right?

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Yalitza Aparicio - Rodarte, a última cor que se levaria aos Óscares, mas ela pode.

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Marina de Tavira - J. Mendel. E que fofinha estava ela!

Brie Larsson - Celine, a mostrar que não é preciso grandes coisas para se estar em bem.

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Helen Mirren - Schiaparelli. É rosa, eu sei. Mas fica-lhe tão bem, que tive de lhe colocar aqui.

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Melissa McCarthy - Brandon Maxwell. Porqe de calças também não se vai mal e aprendemos isso há uns anitos.

Oscars 2019: Meh - Há aqui algo de errado

Próxima categoria: Os meh. E nestes vestidos há definitivamente algo de errado.

Lady Gaga - Alexander McQueen. Eu não sei o que é da gaja com luvas e coisas nos braços em geral, mas aquelas ancas são o fail total. E não te compares à minha Audrey, sff.

91st Annual Academy Awards - Arrivals

Emilia Clarke, fofinha, o que se passou com este Balmain e um bocado de tecido em locais errados.

91st Annual Academy Awards - Arrivals

Angela Bassett - Reem Acra. ROSA. E aquela manga... aquela manga.

91st Annual Academy Awards - Arrivals

Rachel Weisz - Givenchy. O que é aquele bocado de napa, Lady Marlborough?

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Jennifer Hudson, é um Elie Saab, mas a manga, só a manga é que está a mais.

Oscars 2019: Está tudo errado

E pensavam vocês que não vinha praqui dissecar vestidinhos? Estou em Espanha, mas ainda não enlouqueci. Não vi a cerimónia, mal posso esperar por vê-la. O facto é que vestidinhos eu tinha de vos trazer, decidi não me alongar muito porque de coisas horrorosas estava aquela red carpet cheia. Comecemos:

Gemma Chan - Valentino. Toda a gente amou, eu não gosto de cor de rosa. Muito menos de folhos!

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Emma Stone - Louis Vuitton. Tudo está errado aqui, mas a cor, Deus, A COR!

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Olivia Colman, fofura, duas rainha, tu intrepretas duas rainhas e não aprendeste nada? Ainda nem me acredito que foste receber o Óscar assim, nem me acredito.

91st Annual Academy Awards - Arrivals

E eu ficaria aqui o resto da noite entre folhos e rosas e coisas absolutamente inomináveis que por ali apareceram...